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A constante e incrível evolução da tecnologia no cinema parece não ter fim

Com mais de 100 anos de história, a trajetória da evolução do cinema é um exemplo perfeito que acompanha o avanço tecnológico da sociedade

Postado em 17/04/2019 às 18:59 |

Com mais de 100 anos de história, a trajetória da evolução do cinema é um exemplo perfeito que acompanha o avanço tecnológico da sociedade. Dos primeiros filmes mudos e em preto e branco até as produções atuais bilionárias de Hollywood, o cinema desafia a lógica, influencia no modo de viver e é uma porta de entrada para novas tecnologias que parecem não ter limite.



Nos últimos anos, a popularização do cinema 3D, as novas técnicas utilizadas para incrementar realismo em cenas espetaculares e o uso cada vez mais contínuo do computador para criar cenários trouxeram entusiasmo para os espectadores e profissionais envolvidos diretamente na criação de novas produções.


É possível ir antes da década de 2000 para pincelar algumas produções que ainda hoje são brilhantes no aspecto tecnológico. Jurassic Park é um clássico exemplo de um filme de efeitos especais espetaculares e que se expandiu para além das telas. O fenômeno cultural é presente até hoje, mesmo 26 anos após o primeiro lançamento e não é difícil perceber a influência dessa saga na sociedade. Entre bonecos personalizados a tema especial nas máquinas caça-níqueis dos cassinos, Jurassic Park segue firme como um dos estandartes da carreira de Steven Spielberg.



Já em 1999, seis anos após o lançamento de Jurassic Park, veio Matrix com uma produção memorável em efeitos especiais. Quem não se lembra da cena protagoniza por Keanu Reeves em que ele desvia de várias balas? Naquela ocasião, foi utilizada a técnica bullet time para causar o efeito que se eternizou na cultura do cinema. Depois daquela cena, outras tantas seguiram o mesmo modelo.

O que o futuro aguarda em termos de tecnologia é complicado prever, no entanto, há algumas novidades que estão se introduzindo para o mundo do cinema e que logo podem ajudar a moldar os próximos tempos da sétima arte.

Avanço da tecnologia CGI

Sigla para as imagens geradas pelo computador, o CGI tem sido muito importante para a indústria do cinema, videogame, arte e televisão. É o que dá a vida para várias das computações gráficas que são essenciais no cinema.

O futuro do CGI é empolgante e imprevisível. Em Star Wars: Rogue One, o ator Peter Cushing, que faleceu em 1994, fez parte do filme lançado em 2016 com uma cena importante no longa. Como isso foi possível? Por causa das maravilhas tecnológicas proporcionadas pelo CGI.

Apesar de não ter ficado totalmente fiel ao ator e de ainda ser perceptível ao olho nu as diferenças em relação a um ator em carne e osso, a cena em Rogue One empolgou o futuro dessa tecnologia.


Alan Warburton, especialista em tecnologia 3D, afirma que o aperfeiçoamento do CGI é a próxima fronteira do cinema. Imagina só criar um curta ou até mesmo um longa utilizando atores em 3D criados pela computação gráfica? Isso é o que eventualmente pode acontecer algum dia, o que abriria um mar praticamente infinito de possibilidades.

Envolvimento maior da inteligência artificial

A inteligência artificial não para de atingir novos patamares em diferentes setores e no cinema não é diferente. Há até estúdios que estão se especializando nisso, como Legendary Entertainment, Pilot Movies e outros.


A inteligência artificial pode abranger vários aspectos do cinema de maneira bem ampla no futuro, como na melhora da qualidade de som até ao auxílio na criação de roteiros.

Recentemente, o diretor Ocar Sharp e o pesquisador Ross Goodwin fizeram um curta apenas com o trabalho de roteiro selecionado pela inteligência artificial. O trabalho tem pouco menos de oito minutos, mas saiu do papel e foi um passo importante para o futuro.

“Quando se trata do impacto da IA em Hollywood, o futuro parece bom para a indústria. Está se moldando para ser um fator muito importante para o processo de criação de filmes. Programas que economizam tempo e renderização em tempo real são apenas o começo”, afirma Leandrew Dixon, do site Atomic Network.

Aperfeiçoamento da realidade virtual

O conceituado site Tech Radar lançou um artigo no ano passado com o seguinte título: “Realidade virtual é o futuro do cinema?” O autor Michael Hicks questionou se essa tecnologia vai impactar fortemente a indústria ou se vai se tornar algo irrelevante e ele chegou a conclusão de que, apesar de ser difícil projetar exatamente esse futuro, é consenso pensar que a realidade virtual deve cumprir um papel importante na indústria nos próximos anos.

Fica difícil discordar de Hicks, visto que a realidade virtual também está atingindo novos padrões rapidamente. Com o investimento de personalidades do cinema como Ridley Scott, Robert Rodriguez, Steven Spielberg e tantos outros, a indústria está levando muito a sério esse assunto.

A imersão em uma nova realidade através de um aparelho semelhante a um óculos pode trazer um novo experimento de apreciar o cinema. Já imaginou assistir um thriller como se estivesse “na pele” de um dos personagens principais? Com a realidade virtual, essa possibilidade não parece utópica.

Como Hicks e vários outros autores especializados em cinema apontam, é difícil projetar exatamente como a realidade virtual vai impactar o cinema, mas o investimento de várias personalidades famosas nessa tecnologia e seu potencial praticamente infinito tornam empolgante o uso desse artifício tecnológico.

Uma fonte de inovações praticamente inesgotável

Seja com a inteligência artificial, o uso cada vez mais aperfeiçoado da CGI ou com a utilização em massa da realidade virtual, as novas tecnologias provavelmente mudarão o jeito como produzir e consumir cinema nos próximos anos e décadas — além de impulsionar ainda mais a economia nesse setor. Quem tem a ganhar com tudo isso é o espectador, que fica cada vez mais próximo da realidade nos filmes.


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