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CHOCANTE

Acusado relata agonia em ouvir o jogador Daniel morrendo na mata

Ele ouviu Daniel se engasgando com o próprio sangue e o barulho semelhante a um "porco morrendo"

Postado em 12/11/2018 às 10:44 |

O depoimento de David Willian Vollero Silva, 18 anos, acusado de participar do crime contra Daniel Correa Freitas, 24 anos, contém trechos fortes do momento em que o jogador é morto por Edison Brittes. A fala oficial foi dada à polícia, na Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na última sexta-feira (9) à tarde, quando também aconteceu o depoimento de Ygor King, 19 anos, garçom de um restaurante no município, que também participou das agressões.

Segundo o jovem, que tinha um relacionamento com Allana, no momento em que estava dentro do carro, ao lado de Ygor, ouviu Daniel se afogar com o próprio sangue e, em seguida, barulhos semelhantes a um "porco morrendo", segundo relatos no depoimento. De acordo com David, Eduardo e Edison desembarcaram do carro, enquanto ele e Ygor permaneceram no banco de trás (leia relato abaixo).

Casa

O depoimento de David corroborou com a versão de outros indiciados, sobre as agressões, socos e pontapés e também garantindo que não se ouviu pedidos de socorro de Cristiana, apenas de outras pessoas, com Daniel já sendo agredido.

Ele contou que Daniel tentava falar algo, mas como estava bastante ferido, apenas murmurava. David garantiu em depoimento que Daniel estava vivo quando foi colocado no porta-malas por Edison, Eduardo e os irmãos Purkote.

No carro

"(...) sentido a BR-277, tudo estava tranquilo dentro do carro, na intenção de deixar Daniel no meio da rua para passar vergonha, e que Edison trazia consigo um celular, que não sabe se era dele ou não, e que Edison estava normal e ao ver algo no aparelho celular, ficou descontrolado e disse que mataria Daniel. (...) Todos no carro ficaram em pânico e que era para não fazer nada contra a vítima, pois já tinha ganhado o que merecia".

De acordo com David, Edison circulou por diversas ruas até parar o carro em estrada de chão e pedir que ninguém desembarcasse. Porém, segundo David, Eduardo desceu do carro para acompanhar Edison e ambos retiraram Daniel de dentro do porta-malas.

O jovem contou que estava em estado de choque, chorando, sem saber o que fazer e, então, se agachou dentro do carro. De acordo com o depoimento, em um certo momento, David ouviu Daniel se engasgando com o próprio sangue e o barulho semelhante a um "porco morrendo". Ao ouvir tal barulho, o interrogado informa que teve ânsia de vômito, e o engoliu.

Em depoimento, David garantiu não ter visto o corpo sendo arrastado e outros detalhes. Disse que apenas viu Edison retornando ao carro bastante sujo de sangue, com uma faca e as mãos ensanguentadas. Ele contou que Eduardo tinha respingos de sangue na calça e não soube precisar se a faca estava dentro do carro ou em que momento foi pega por Edison.

Depois

David contou aos policiais que foi ele quem desembarcou do carro para comprar roupas novas a Edison depois do crime, já que estaria totalmente sujo de sangue. Em depoimento, disse ter levado R$ 50 e comprado "em lojinhas de roupas baratas" bermuda e regata, trocada dentro do carro por Edison, em frente à loja.

Depois, todos seguiram para um posto de combustível, onde também David desceu para comprar águas para Edison. Depois, pararam próximo a um rio e lá contou que Edison jogou fora as roupas sujas de sangue, a faca usada para matar Daniel e ainda usou parte da água para lavar as mãos.

Edison

Já para a polícia, Edison Brittes, conhecido como Juninho Riqueza, optou em permanecer em silêncio sobre o exato momento da morte de Daniel. Segundo a defesa, o acusado deverá falar novamente depois do resultado da necropsia do corpo do jogador, sob responsabilidade da Polícia Científica do Paraná.

Nesta segunda-feira (12), estão previstos os depoimentos do último indiciado, Eduardo Henrique Ribeiro, 19, primo de Cristiana, preso em Foz do Iguaçu, cidade onde mora. Depois, a polícia deverá seguir com as oitivas de testemunhas ainda não ouvidas para, então, concluir o inquérito ou pedir prorrogação de mais trinta dias.

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