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Gaeco denuncia 8 pessoas do IAP/Pato Branco, por crimes de lavagem de dinheiro

Envolvidos já haviam sido afastados das funções por determinação da Justiça, e um deles, inclusive, chegou a ser preso por tentar interferir a investigação

Postado em 06/06/2019 às 09:07 |

O núcleo de Francisco Beltrão, no Sudoeste paranaense, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, denunciou nesta terça-feira, 4 de junho, oito pessoas investigadas na Operação Contrapartida, que apura crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro envolvendo funcionários públicos lotados no escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná em Pato Branco, advogados, empresários e proprietários rurais.

Os funcionários públicos envolvidos já haviam sido afastados das funções por determinação da Justiça. Um deles, inclusive, chegou a ser preso preventivamente por tentar interferir nas investigações. 

Segundo a denúncia, apresentada na comarca de Palmas, dois funcionários públicos denunciados atuaram, em troca de propina, para que multas administrativas decorrentes de crimes ambientais (supressão e destruição de floresta e vegetação nativa) fossem aplicadas em valores muito menores do que os efetivamente devidos. A interlocução do acerto da propina foi efetivada por dois advogados e um empresário de consultoria ambiental, e os valores ilicitamente recebidos foram ocultados por meio da conta-corrente de pessoa jurídica do ramo supermercadista. Todos, inclusive o sócio-proprietário da empresa, foram denunciados. 

As investigações continuam em relação aos demais fatos constatados e pessoas envolvidas.

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