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INFRAESTRUTURA

Mudança no projeto: Ponte da Integração não será só para caminhões

Ela poderá ser utilizada também por carros, ônibus e motos. Caminhões não poderão usar mais Ponte da Amizade.

Postado em 31/01/2020 às 15:02 |

Uma mudança importante no projeto da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que vai ligar Foz do Iguaçu e Presidente Franco: ela não será exclusiva para veículos caminhões. Por ali vão passar também carros, ônibus e motos.

A decisão foi tomada em conjunto pela Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, que já informaram o Consórcio Construbase – Cidade – Paulitec, responsável pelas obras da ponte, segundo o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Foz do Iguaçu (Codefoz), Mário Camargo, que presta consultoria à construtora.

Segundo ele, a razão para a mudança é simples: o tráfego de caminhões, entre o Brasil e o Paraguai, equivale a apenas 6% da circulação total de veículos. A nova ponte, portanto, pode receber não apenas o tráfego pesado, como o de outros veículos.

Mas Camargo lembra que será preciso mudar os projetos da Aduana e da Perimetral Leste, que devem ficar prontas junto com a inauguração da ponte. A Aduana, por exemplo, precisará contar com controle migratório e de fiscalização de bagagens, o que não estava previsto anteriormente.

Mas, como os projetos ainda estão em andamento e ainda faltam sete meses para ser concluídos, há tempo suficiente para fazer as adaptações, de acordo com o presidente do Codefoz. A conclusão das duas obras deve ocorrer dentro de dois anos depois do início, previsto para julho ou agosto de 2020, coincidindo com a entrega da Ponte da Integração.

"A nova ponte vai atender a duas vocações de Foz, a logística e o turismo", diz Camargo. "Os dois setores precisam trabalhar juntos."

Caminhões

Com a Ponte da Integração pronta, o tráfego de caminhões será proibido na Ponte da Amizade, que ficará exclusiva para veículos leves e ônibus. Os caminhões, hoje, representam um transtorno para o trânsito de Ciudad del Este, que proibiu a passagem destes veículos durante o dia. Em Presidente Franco não haverá este problema, já que, como no lado brasileiro, haverá uma perimetral que desviará o tráfego proveniente da ponte para fora da área central.

Mas Mário Camargo destaca que, a partir de agora, Foz do Iguaçu precisa "trabalhar pelo novo Porto Seco", pois com o atual os caminhões desviariam para a BR-277, indo pela Perimetral, e depois teriam que voltar à cidade, prejudicando todo o tráfego na rodovia.

O novo Porto Seco, segundo ele, deverá contemplar três modalidades de transporte: rodoviária, ferroviária e hidroviária. Para a ferrovia, há intenção do governo do Estado de construir um ramal da Ferroeste de Cascavel a Foz do Iguaçu. A hidrovia, utilizando o reservatório de Itaipu e depois o Rio Paraná, vai depender da demanda, mas ele acredita que haverá interesse nesse tipo de transporte, que é mais barato até mesmo que o ferroviário.

Já a demanda por transporte ferroviário atenderia o Paraguai, que hoje exporta seus produtos, via hidrovia, pelos portos de Buenos Aires e Montevidéu. No ano passado, a estiagem baixou demais o nível dos rios Paraná e Paraguai, quase inviabilizando o transporte hidroviário. A opção ferroviária seria vantajosa em vários aspectos, inclusive pelo tempo mais curto para o transporte de Foz do Iguaçu ao Porto de Paranaguá.

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