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Alerta aos pais

Motorista de aplicativo aciona GM após criança de seis anos ser deixada sozinha

Menino foi levado ao bairro Brasmadeira, mas não havia ninguém para recebê-lo. Conselho Tutelar foi acionado e assumiu os cuidados

Publicado em 24/08/2026 às 11:19

(Foto: CGN)

Um motorista de aplicativo acionou a Guarda Municipal após receber uma criança de apenas seis anos como passageira e perceber que não havia ninguém no endereço indicado para recebê-la, no bairro Brasmadeira, em Cascavel.

Segundo o relato do motorista, uma mulher colocou o menino no veículo e solicitou que ele fosse levado até determinado endereço. Ao chegar ao local, porém, não havia ninguém na residência. A criança começou a chorar, e o motorista entrou em contato com a Central 153.

A equipe da Guarda Municipal realizou verificações no aplicativo, mas não conseguiu acessar o histórico da corrida. O motorista também tentou indicar o endereço para onde havia levado o menino, mas, após passar por algumas vias, não conseguiu localizar novamente a residência.

Diante da situação, o motorista e a criança foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para o registro da ocorrência. O plantão do Conselho Tutelar Leste foi acionado, e uma conselheira compareceu à delegacia.

Por meio de consultas aos sistemas disponíveis, foi possível identificar a mãe da criança. Foram realizadas diversas tentativas de contato pelos telefones cadastrados, mas nenhuma foi atendida.

O menino permaneceu sob os cuidados da conselheira tutelar, que informou que daria continuidade às providências necessárias, incluindo a possibilidade de encaminhamento para um serviço de acolhimento institucional, conforme a avaliação do caso e as medidas cabíveis.


Guarda Municipal faz alerta

O diretor da Guarda Municipal de Cascavel, Adilson Machado, demonstrou preocupação com a situação e reforçou o alerta aos pais e responsáveis sobre os cuidados ao utilizar serviços de transporte por aplicativo para crianças e adolescentes.

Segundo Machado, o motorista procurou ajuda ao perceber que a criança estava sozinha e sem qualquer responsável no endereço de destino.

O diretor orientou que os responsáveis utilizem plataformas que ofereçam mecanismos de segurança e cadastro adequado dos motoristas. Ele também chamou a atenção para situações em que crianças e adolescentes são autorizados a utilizar veículos de aplicativo sozinhos.

Machado destacou ainda outro risco: o motorista cadastrado na plataforma nem sempre seria a pessoa que efetivamente realiza a corrida. Segundo ele, já foram identificadas situações em que terceiros assumem o veículo ou trabalham no lugar do titular do cadastro.

Fonte: CGN

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