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Sociedade Rural emite nota sobre revogação do uso do Centro de Eventos Ismael Sperafico

Entidade afirma que cumpriu as obrigações previstas no decreto; defesa protocolada está em análise pelo setor jurídico do Município

Publicado em 22/07/2026 às 13:02
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(Foto: Prefeitura de Toledo)

A Sociedade Rural de Toledo emitiu, nesta quarta-feira (22), uma nota sobre a revogação do Decreto Municipal nº 397/2014, que concedeu à entidade a permissão de uso das dependências do Centro de Eventos Ismael Sperafico.

Pelo Decreto nº 1.940/2026, de 7 de julho, a desocupação dos espaços pela entidade deve ser feita no prazo de 30 dias, tendo 90 dias para efetuar a retirada e a realocação de todos os animais que se encontram nas dependências do Centro de Eventos.

Segundo a Prefeitura, a falta de prestação de contas, a ausência de manutenção adequada do espaço público e o descumprimento das obrigações previstas no decreto de 2014 por parte da entidade foram alguns dos fatores que motivaram a decisão da administração municipal.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo Rodrigo Souza, esclareceu alguns pontos em relação à desocupação.

"Essa não é uma decisão tomada de forma repentina, muito menos motivada por questões pessoais ou políticas. Trata-se de uma decisão administrativa, baseada em um processo que vem sendo acompanhado há anos, com notificações anteriores, análises técnicas e parecer jurídico", explicou Rodrigo.

O objetivo, segundo o secretário, é retomar a gestão de um patrimônio que pertence à população de Toledo. 

"O Centro de Eventos é um espaço público extremamente importante para o desenvolvimento do município, e queremos que ele seja cada vez mais bem utilizado, preservado e preparado para receber grandes eventos, fortalecer o agronegócio, fomentar o turismo, incentivar os negócios e gerar oportunidades para toda a comunidade", completou.

A medida, ainda de acordo com o secretário, faz parte do compromisso da Administração Municipal de cuidar do patrimônio público, garantindo que ele seja administrado com responsabilidade, transparência e sempre em benefício da população.

Em nota, a Sociedade Rural de Toledo afirmou que sempre cumpriu as obrigações de conservação, manutenção e limpeza do espaço e que o pagamento de água e luz pela Sociedade Rural de Toledo nunca esteve prevista no decreto. Ainda conforme a instituição, cabe à Sociedade Rural uma contrapartida quanto ao consumo de água e energia das áreas que efetivamente utiliza, e não do parque inteiro.

"Ocorre que, desde 2014, nunca foi individualizado o consumo da Sociedade Rural, do próprio Município e das demais entidades que ocupam o espaço, oficiando a entidade o consumo individual", afirmou a entidade.

A Sociedade Rural de Toledo protocolou, na segunda-feira (20), junto ao Gabinete do Prefeito, uma defesa administrativa e o pedido de nulidade do Decreto Nº 1.940/2026. Foi solicitada a suspensão imediata dos efeitos e prazos de desocupação e de retirada dos animais, a criação da comissão paritária prevista no decreto e que, segundo a instituição, nunca foi constituída, e uma oitiva da Secretaria de Meio Ambiente, em defesa dos animais.

De acordo com a nota enviada ao Portal da Cidade de Toledo, a defesa protocolada já está sendo analisada pelo setor jurídico do Município e, conforme a entidade, há tratativas para o agendamento de uma reunião com todos os setores e secretarias envolvidos, possivelmente na próxima semana, em busca de uma solução tranquila e pacífica. 

"Nossa intenção nunca foi brigar, mas compreender o que a Prefeitura e as Secretarias esperam da Sociedade Rural, criar a comissão prevista no decreto e trabalhar para cumprir o que for definido em conjunto, que é justamente a finalidade da comissão: trabalho em conjunto, dentro das possibilidades e em prazo razoável", finalizou a Sociedade Rural de Toledo.

Fonte: Portal da Cidade Toledo

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