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Polícia diz que motivo fútil levou à morte de policial civil assassinado a tiros

Delegado afirma que o suspeito foi indiciado por homicídio qualificado e que imagens com áudio devem esclarecer a dinâmica do crime

Publicado em 29/06/2026 às 11:21

(Foto: Ailton Santos/Tarobá)

A Delegacia de Homicídios de Cascavel concluiu o auto de prisão em flagrante do advogado de 45 anos suspeito de matar o policial civil João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos. O investigado foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. O crime aconteceu na noite de domingo (28), no bairro Brasmadeira.

Conforme informou o delegado Fabiano Moza, as investigações apontam que a discussão teve início por uma situação considerada trivial. O suspeito relatou que o policial chegou à residência chutando o portão, onde havia um aviso informando que o interfone estava inoperante e orientando os visitantes a baterem no portão. João havia ido ao imóvel para buscar a esposa, que participava de uma confraternização no local desde o início da tarde.

A investigação também apurou que os participantes da confraternização consumiam bebidas alcoólicas antes do desentendimento. A Polícia Científica constatou que o policial foi atingido por três tiros, que acertaram a cabeça, o rosto e a região das costas. Na cena do crime, os peritos recolheram quatro estojos de munição compatíveis com a arma do advogado. Em depoimento, ele afirmou ter efetuado um disparo para o alto e outros três na direção da vítima.

Apesar de sustentar que agiu em legítima defesa, alegando ter temido ser atingido pelo policial, a Polícia Civil informou que, até o momento, os elementos reunidos durante a investigação não corroboram essa versão apresentada pelo investigado.

As equipes também analisam as imagens captadas pelo sistema de monitoramento da residência. As gravações possuem áudio e devem auxiliar na reconstituição da sequência dos acontecimentos.

Após a formalização do flagrante, o advogado permaneceu detido na cadeia pública de Cascavel, onde aguarda a realização da audiência de custódia.

Fonte: Tarobá

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