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golpe do leilão

Falso juiz engana casal e causa prejuízo de mais de R$ 164 mil em transferências via Pix

Criminoso se passou por magistrado em conversa, convenceu vítimas a contratar empréstimos e realizar seis pagamentos para liberar suposto veículo

Publicado em 25/06/2026 às 08:28
Atualizado em

(Foto: Reprodução)

Um casal procurou a Polícia Militar após ser vítima de um golpe que resultou em prejuízo superior a R$ 164 mil. O caso foi registrado em Marechal Cândido Rondon e será investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o relato das vítimas, os criminosos entraram em contato por meio do WhatsApp e se passaram por um juiz de Direito responsável por um processo relacionado ao leilão de um veículo no qual o casal estaria envolvido. Durante a conversa, o golpista afirmou que seriam necessários pagamentos para liberar o automóvel.

Convencidos pela falsa história, os moradores contrataram empréstimos bancários e realizaram diversas transferências via Pix para a mesma chave informada pelos criminosos. Inicialmente, foi feito um empréstimo de R$ 100 mil, valor que foi dividido em três pagamentos de R$ 30 mil, R$ 29.999,99 e R$ 39.999,99. Em seguida, um novo empréstimo de R$ 50 mil foi contratado, resultando em outras três transferências: R$ 40 mil, R$ 8.500 e R$ 16 mil.

Ao perceberem que haviam sido enganados, as vítimas entraram em contato com a instituição financeira na tentativa de bloquear as contas utilizadas pelos estelionatários e evitar novos prejuízos.

A Polícia Militar orientou o casal a reunir todos os comprovantes e demais evidências relacionadas ao golpe para apresentação à Polícia Civil. O boletim de ocorrência foi encaminhado à 47ª Delegacia Regional de Polícia, que ficará responsável pelas investigações.

As autoridades alertam a população para desconfiar de pedidos de pagamentos realizados por aplicativos de mensagens, especialmente quando envolvem supostos processos judiciais ou liberação de bens. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar diretamente os órgãos oficiais antes de efetuar qualquer transferência.

Fonte: Polícia Militar

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